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27/09/2008

Arte





Descoberta Partitura de Mozart em Nantes

Uma pequena partitura inédita de Mozart, do tamanho de uma "folha de caderno", foi descoberta no início de 2008 em Nantes, nos fundos de uma biblioteca desta cidade do oeste da França, revela o jornal Presse-Ocean nesta quinta-feira.Segundo o jornal, pesquisadores de um instituto alemão identificaram a obra de Wolfgang Amadeus Mozart em uma pilha de partituras."Temos esse documento desde 1860, 1870", explicou nesta quinta-feira em uma entrevista coletiva Jean Louis Jossic, subsecretário de Cultura da prefeitura de Nantes, que descreveu detalhes da descoberta.O manuscrito, uma folha amarelada pelo tempo de 16 por 29 cm, contém compassos de uma sonata e alguns compassos do que seria o espoço de uma peça religiosa, informou.O documento faz parte do legado que Pierre Antoine Labouchere, pintor e colecionador francês do século XIX, doou à prefeitura de Nantes, segundo a mesma fonte.Labouchere colecionava principalmente autógrafos. Em seu legado, além desta partitura, foram encontradas cartas de Mozart a seu pai.Para Agnés Marcetteau, diretora da mediateca de Nantes, o compositor teria escrito a partitura em 1787."É o esboço de uma obra, realmente um fragmento", explicou Marcetteau, referindo-se à peça religiosa contida no manuscrito.A outra parte, mais curta, seria uma pequena sonata, uma obra "que alcança a si mesma", indicou. Até pouco tempo atrás, o manuscrito despertava pouca atenção, pois como identificação continha apenas algumas linhas em alemão datando de 1839, quase meio século depois da morte de Mozart, nas quais se lia que o papel pertencia a "W. A. Mozart"."Achávamos que era uma cópia", explicou Jean Louis Jossic.Foi preciso esperar até o início de 2007, quando um especialista, Ulrich Leisinger, diretor do departamento de musicologia do Mozarteum, em Salzburgo, identificasse formalmente o documento
. Leisingir foi a Nantes para consultar três documentos que atribuídos a Mozart.

"Vivo della mia morte e, se ben guardo,
Felice vivo d'infelice sorte;
E chi viver non sa d'angoscia e morte,
Nel foco venga, ov'io mi struggo e ardo".
Michelangelo Buonarroti,1532


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