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24/11/2008

Ópera

No início houve equilíbrio quase perfeito entre a música ,expressivamente dramática e libretos ,igualmente dramáticos ,nas óperas de Cláudio Monteverdi: La Favola d'Orfeo,L'Incoronazione di Poppea.A música deixou de ser polifônica(emprego simultâneo de vários instrumentos não uníssonos): tornou-se homófona(que tem o mesmo som, ou se pronuncia da mesma maneira), para servir de meio de expressão dramática aos cantores.A ária começou a dominar de tal modo, que no fim do sécXVII a ópera já não passava de uma coleção de árias, enquanto a ação dramática era sufocada pelas artes cênicas da arquitetura barroca. Vida dramática própria só se manteve na cômica ópera buffa, cheia de vivacidade italiana , cujo iniciador foi Pergolesi(La Serva Padrona). Foram várias tentativas de restabelecer o equilíbrio perdido.Insuflaram nova vida dramática aos textos e, em consequência, à música. O equilíbrio almejado só se realizou , esporadicamente, graças ao acaso
feliz de o gênio musical de Mozart ter encontrado libretos adequados(Le Nozze di Fígaro, Don Giovanni,Cosi fan Tutle) .Ou facilmente transformáveis em música( A Flauta Mágica).


Fonte: Barsa

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