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30/09/2008

Ludwig von Beethoven (1770-1827)

De olhos bem abertos

Em 1825, já completamente surdo, Beethoven foi assistir a um ensaio fechado de um grupo que iria executar o seu Quarteto em mi bemol maior op. 127. Um dos violinistas, Joseph Böhm, registrou o episódio: "O infeliz estava tão surdo que não podia ouvir o som celestial das suas próprias composições". Para espanto de todos, porém, Beethoven chamou a atenção do grupo para os menores erros de execução. "Seus olhos seguiam os arcos, e assim ele era capaz de notar as menores flutuações no tempo ou no ritmo, e corrigi-las na hora", anotou Böhn.


Fama eterna


A Nona sinfonia de Beethoven é, sem dúvida, uma das músicas mais conhecidas do mundo. Executada pela primeira vez em 1824, ela já foi incluída na trilha sonora de vários filmes, inclusive no controvertido Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick. Outra composição muito famosa de Beethoven é a Quinta sinfonia. Nos anos 70, a obra ganhou uma versão eletrônica que virou hit nas discotecas da época. No mundo da propaganda, a Quinta (a do "tchan, tchan, tchan, tchan") já foi usada até para vender aparelhos de barbear.

Colaboração para a Folha Online


Wikipédia

29/09/2008

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791)


"Dificilmente alguém pode se destacar
diante do grande Mozart.
Se eu pudesse imprimir na alma de cada
amante de música, e sobretudo na dos
poderosos deste mundo, o que compreendo
e sinto diante dos inimitáveis trabalhos de
Mozart, as nações rivalizariam para ter
semelhante preciosidade."
Joseph Haydn

Wikipédia

28/09/2008

"Renda-se como eu me rendi.
Mergulhe no que você não conhece, como eu mergulhei.
Pergunte, sem querer a resposta, como estou perguntando.
Não se preocupe em "entender".
Viver ultrapassa todo o entendimento."
"Escrevo porque encontro nisso um prazer que não consigo traduzir.
Não sou pretensiosa.
Escrevo para mim, para que eu sinta a minha alma falando e cantando, às vezes chorando"..
"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa.
Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas.
A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro...
""Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso.
Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro".
"Minha alma tem o peso da luz.
Tem o peso da música.
Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita.
Tem o peso de uma lembrança.Tem o peso de uma saudade.
Tem o peso de um olhar.
Pesa como pesa uma ausência.
E a lágrima que não se chorou.
Clarice Lispector

27/09/2008

Arte





Descoberta Partitura de Mozart em Nantes

Uma pequena partitura inédita de Mozart, do tamanho de uma "folha de caderno", foi descoberta no início de 2008 em Nantes, nos fundos de uma biblioteca desta cidade do oeste da França, revela o jornal Presse-Ocean nesta quinta-feira.Segundo o jornal, pesquisadores de um instituto alemão identificaram a obra de Wolfgang Amadeus Mozart em uma pilha de partituras."Temos esse documento desde 1860, 1870", explicou nesta quinta-feira em uma entrevista coletiva Jean Louis Jossic, subsecretário de Cultura da prefeitura de Nantes, que descreveu detalhes da descoberta.O manuscrito, uma folha amarelada pelo tempo de 16 por 29 cm, contém compassos de uma sonata e alguns compassos do que seria o espoço de uma peça religiosa, informou.O documento faz parte do legado que Pierre Antoine Labouchere, pintor e colecionador francês do século XIX, doou à prefeitura de Nantes, segundo a mesma fonte.Labouchere colecionava principalmente autógrafos. Em seu legado, além desta partitura, foram encontradas cartas de Mozart a seu pai.Para Agnés Marcetteau, diretora da mediateca de Nantes, o compositor teria escrito a partitura em 1787."É o esboço de uma obra, realmente um fragmento", explicou Marcetteau, referindo-se à peça religiosa contida no manuscrito.A outra parte, mais curta, seria uma pequena sonata, uma obra "que alcança a si mesma", indicou. Até pouco tempo atrás, o manuscrito despertava pouca atenção, pois como identificação continha apenas algumas linhas em alemão datando de 1839, quase meio século depois da morte de Mozart, nas quais se lia que o papel pertencia a "W. A. Mozart"."Achávamos que era uma cópia", explicou Jean Louis Jossic.Foi preciso esperar até o início de 2007, quando um especialista, Ulrich Leisinger, diretor do departamento de musicologia do Mozarteum, em Salzburgo, identificasse formalmente o documento
. Leisingir foi a Nantes para consultar três documentos que atribuídos a Mozart.

"Vivo della mia morte e, se ben guardo,
Felice vivo d'infelice sorte;
E chi viver non sa d'angoscia e morte,
Nel foco venga, ov'io mi struggo e ardo".
Michelangelo Buonarroti,1532