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20/06/2009

Dança e Música


O impulso de expressar as próprias emoções ou de recriar a si mesmo ou ao outro através da dança é algo de instintivo e universal. Toda uma enorme gama de sensações-expostas cruamente ou sublimadas por meio de símbolos – pode ser veiculada através do ato de dançar.E, como se sabe, desde os primórdios da humanidade essa utilização do corpo como forma de extroverter sentimentos sempre esteve intimamente relacionada com a música – uma outra linguagem criada pelo homem para poder abarcar mais amplamente o universo.
No Ocidente, a dança como forma de espetáculo – e não mais apenas como meio de a coletividade se pôr em contato consigo mesma –desenvolveu-se grandemente sob a designação de balé. Um de seus principais pontos de origem foi a França do século XVII-mais precisamente o período do Reinado de Luís XIV(1643-1715).
O rei, ele mesmo bailarino, fundou uma academia de danças.
Bem mais tarde, já durante o Romantismo- no início do século XIX, portanto – o balé passou a ser narrativo, contando histórias inteiras através da dança. Mas essa arte era encarada como um “divertimento menor”. Basta dizer que nenhum grande compositor do período romântico (à exceção do revolucionário Beethoven de As Criaturas de Prometeu dignou-se escrever para o balé.E as dança, assim era acompanhada de trechos preexistentes ou, então ,de partituras em nenhum valor musical.

Tchaikovisky foi um dos primeiros compositores verdadeiramente sérios que, em meio ao preconceito geral, resolveram escrever especialmente para o balé. Ele mesmo dizia: ”Que importa que seja um ritmo de dança?.Existe algum mal em compor música de balé?(...).E a partir dessa profissão de fé, nasceram não apenas os seus três longos balés- O Lago dos Cisnes, A Bela Adormecida e O Quebra –Nozes-, como também uma longa linhagem de músicos criativos.

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