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05/08/2009

Claude Debussy


Nasceu em 22/08/1862 in Saint-Germain-en-Laye, França
Morreu em 25/03/1918 in Paris, Franca

Foi o pai da música moderna. Embora tenha sido um homem da belle époque e da boa vida, foi um grande inovador, um revolucionário. Fez música diferente de qualquer outra anterior. Na obra de Debussy, a música libertou-se dos cânones tradicionais, das repetições e das cadências rítmicas. Deu excepcional importância aos acordes isolados, aos timbres, às pausas e ao contraste entre registros. Desenvolveu novas escalas, arranjos de orquestra em "blocos" e "jorros" de som, em vez de melodia ou contraponto precisos, além de novos modos de tocar o piano. Não precisou de orquestras enormes como Berlioz ou Richard Strauss. A única obra de Debussy que pode ser considerada como música absoluta no sentido de Beethoven-Brahms é o Quarteto de cordas, construído na forma cíclica, que Franck inventara.
Porém, sua construção é muito diferente da arquitetura do quarteto clássico. Usa uma sucessão de acordes isolados, como o pontilhismo dos pintores impressionistas, em vez da sequência conforme as regras da teoria. Desde então, a arte de Debussy foi chamada de Impressionismo. Foi o compositor da poesia simbolista, musicando as Ariettes Oubliées e as Fêtes Galantes do poeta Verlaine, e os versos de Pierre Louis nas Chansons de Bilitis. Os simbolistas franceses eram wagnerianos fanáticos e o próprio Debussy, no início, admirava Wagner. Mais tarde, censurou a primazia da orquestra, sufocando a voz humana, e a violenta efusividade dos sentimentos. Nesta época escreveu a ópera Pelléas et Mélisande, que o tornou famoso. é no piano que Debussy é mais romântico. E seu estilo pianístico constitue um mundo completo como o de Chopin e o de Schumann. Mais tarde sua arte tornou-se mais esotérica e áspera. Nesses anos, preparava-se o ataque do grupo Stravinsky-Cocteau contra o "simbolismo nebuloso" de Debussy, que lhes parece ser o último romântico. A França e todo o mundo latino, então sacudido por movimentos nacionalistas, pré-facistas, idolatrava-o. Chamavam-no de "Claude de France", que teria derrotado os alemães, tirando-lhes a hegemonia no reino da música

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